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- Sobre a Claudia
Escrevo desde antes
de a internet ter pressa.
Claudia Cabral, no meio de uma prova de página.
“Editar é ouvir o que o autor quis dizer — e tirar do caminho tudo o que está impedindo isso de chegar ao leitor.”
Comecei a escrever para a internet numa época em que aparecer no Google dependia de uma coisa só: escrever bem o suficiente para que as pessoas lessem até o fim. Não havia ferramenta que resolvesse isso por você. Havia texto — e havia quem soubesse fazê-lo funcionar.
Foram milhares de matérias, artigos, páginas e roteiros publicados ao longo de mais de uma década. Muitos deles chegaram ao primeiro lugar da busca e ficaram lá por anos, disputando espaço com veículos muito maiores. O que colocava aqueles textos na frente não era truque técnico: era estrutura, ritmo e clareza — exatamente o que faz um livro ser lido até a última página.
Do artigo ao livro
A migração para a edição de livros aconteceu do jeito mais natural possível: leitores dos meus textos começaram a me procurar com originais na mão. Um empresário com um método na cabeça. Uma mãe com uma história de família que não podia se perder. Um médico com trinta anos de consultório e nenhum capítulo pronto. Um estreante com um romance inteiro guardado numa pasta que ele nunca tinha mostrado a ninguém.
Todos diziam a mesma frase, de jeitos diferentes: “eu acho que tem um livro aqui, mas eu não sei fazer.”
O que eu realmente faço
Edição de livros não é corrigir erros. Um corretor automático corrige erros. O que eu faço é escutar o que o autor quis dizer e tirar do caminho tudo o que está impedindo isso de chegar ao leitor: o capítulo que começa três páginas antes de precisar, a explicação repetida quatro vezes, o advérbio que enfraquece a cena, a ordem que faz sentido para quem escreveu e nenhum para quem lê.
E faço isso sem trocar a sua voz pela minha. Essa é a linha que não se atravessa. Um livro editado deve soar mais como o autor, não menos — a diferença é que agora ele soa organizado.
Como eu trabalho
Toda alteração relevante aparece com marcação de revisão e um comentário explicando o motivo. Você aprova, recusa ou discute cada uma. Não existe mudança silenciosa e não existe “confia em mim”. O livro é seu; a decisão final é sempre sua.
Também não trabalho por hora. Depois da leitura de diagnóstico você recebe um escopo fechado, com prazo e valor definidos. Se o trabalho levar mais tempo do que eu previ, o problema é meu — não vira aditivo no seu orçamento.
Me conte o que
você está escrevendo.
Não precisa estar pronto, nem bom, nem organizado. Precisa existir. O resto é trabalho — e trabalho eu sei fazer.
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