Como publicar um livro sem cair em armadilha
Existem hoje três caminhos possíveis para publicar no Brasil, e a escolha entre eles determina quanto você investe, quanto recebe por exemplar e quanto controle mantém sobre a obra. Nenhum é errado — errado é escolher sem entender o que está trocando.
1. Editora tradicional
A editora assume os custos de produção, impressão e distribuição, e paga ao autor royalties entre 8% e 12% do preço de capa. Em troca, seleciona duramente e detém decisões sobre título, capa e tiragem. É o caminho de maior alcance e menor controle.
2. Autopublicação
Você contrata a produção, registra o ISBN em seu nome e publica. Fica com 100% do controle e com a margem integral, descontados os custos de produção e a comissão do canal de venda. É o caminho da maioria dos livros de negócios, memórias e obras técnicas.
3. “Editoras” que cobram do autor
Aqui mora a armadilha mais comum. Existem casas que se apresentam como editoras tradicionais, elogiam o original com entusiasmo e, na sequência, apresentam um contrato em que o autor paga pela publicação — muitas vezes valores altos, por serviços que ele poderia contratar diretamente por uma fração do preço.
O sinal de alerta é sempre o mesmo: editora de verdade paga o autor, não cobra dele. Se houver cobrança, o serviço é de autopublicação — e precisa ser avaliado como tal, com os direitos permanecendo integralmente com você.
Sobre o ISBN
O ISBN é o registro internacional que identifica sua obra e é o que permite que ela seja catalogada, vendida em livrarias e localizada por qualquer sistema. Atenção a um detalhe que gera confusão: cada formato exige um ISBN próprio. O livro impresso tem um; o e-book tem outro; o audiolivro, outro. Uma segunda edição com alterações também exige novo número.